Norman Bates. Leatherface. Hannibal Lecter. Os monstros mais icônicos do cinema de terror nasceram da mesma mente doentia: a de um fazendeiro solitário de Wisconsin. A nova série de Ryan Murphy, Monstro: A História de Ed Gein, que acaba de chegar à Netflix, finalmente aponta a câmera para o homem real por trás dos mitos.
Monstro: A História de Ed Gein trata-se do terceiro capítulo da bem-sucedida e controversa antologia Monstro, que já explorou as histórias de Jeffrey Dahmer e dos irmãos Menendez. A produção de oito episódios promete um mergulho no horror. É uma história que explora as raízes da psicose e a origem de pesadelos que assombram a cultura pop até hoje.
A história de Monstro: A História de Ed Gein
A narrativa nos transporta para a Plainfield rural dos anos 1950. A série apresenta Ed Gein como uma figura quieta e reclusa. Ele vive sozinho na fazenda decadente da família após a morte de sua mãe dominadora, uma fanática religiosa que o criou isolado do mundo.
A aparente tranquilidade da cidade é quebrada com o desaparecimento da dona de um bar local. A investigação leva a polícia até a propriedade de Gein. Lá, eles não encontram apenas um corpo, mas um cenário de pesadelo: a casa está decorada com restos humanos.
Crânios servem de tigelas e peles são usadas como abajures. A série então reconstitui a jornada de Gein, desde sua obsessão pela mãe até seus atos de violação de túmulos e, finalmente, o assassinato em Monstro: A História de Ed Gein.
O desafio de retratar o monstro original
O que torna esta temporada de Monstro tão fascinante é seu desafio único. Diferente de Dahmer, a figura de Ed Gein já foi exaustivamente ficcionalizada. O grande mérito da série é tentar despir o personagem dos trajes de Leatherface e Norman Bates e encontrar o homem patético e perturbado por baixo de tudo.
A produção carrega a assinatura de Ryan Murphy. A reconstituição de época é meticulosa, e a cinematografia opta por um tom sombrio que captura a solidão do meio-oeste americano.
A série é menos um “quem matou?” e mais um “por que matou?”, focando na psicologia de Gein. No entanto, a obra também herda as controvérsias da franquia, com uma abordagem estilizada de crimes reais que levanta questões sobre a linha tênue entre a exploração e a análise.
O elenco e a produção por trás da autópsia de um psicopata
Monstro: A História de Ed Gein é uma criação de Ryan Murphy e Ian Brennan, a dupla por trás de Dahmer. A produção se beneficia de uma pesquisa profunda sobre um dos casos mais infames da história criminal americana.

O elenco principal, como é costume nas produções de Murphy, conta com nomes de peso que são revelados próximos ao lançamento para gerar expectativa. E a surpresa aqui é grande, com Charlie Hunnam (Filhos da Anarquia), Addison Era, Laurie Metcalf, Suzanna Son e Joey Pollari
O que torna a obra uma recomendação essencial é sua importância cultural. É uma oportunidade de entender a origem real de alguns dos maiores vilões da ficção, em uma produção que certamente irá gerar muito debate.
No final, A História de Ed Gein nos deixa com uma reflexão perturbadora: os monstros que vemos nos filmes são menos assustadores do que o homem real que um dia colheu ossos sob o luar de Wisconsin.
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