Chegar à Netflix é, muitas vezes, a chance de um título antigo encontrar novo público. É o que acontece com Fallen, longa de 2016 que voltou aos holofotes ao combinar romance adolescente, drama de fantasia e anjos caídos em uma trama de reencarnação.
Inspirado no best-seller de Lauren Kate, o filme entrega um amor condenado a se repetir em diferentes eras, misturando destino e livre-arbítrio. A seguir, o ThunderWave detalha a história, os mistérios por trás da maldição e o desfecho que ainda divide opiniões.
Fallen na Netflix: do reformatório ao encontro com o sobrenatural
O ponto de partida apresenta Lucinda “Luce” Price (Addison Timlin), enviada ao internato Sword & Cross após ser responsabilizada por um incêndio mortal. Entre corredores escuros e regras rígidas, a jovem tenta se adaptar enquanto lida com visões que não compreende.
Nesse cenário sombrio surge Daniel Grigori (Jeremy Irvine), estudante reservado que desperta em Luce uma estranha impressão de déjà-vu. A atração imediata entre os dois coloca em movimento uma trama de descobertas sobre vidas passadas, anjos que escolheram lados na batalha celestial e uma maldição que sempre os separa.
Anjos caídos, reencarnação e o ciclo que nunca termina
A grande revelação chega quando Luce descobre que Daniel é, na verdade, um anjo caído imortal. Preso à Terra desde a rebelião celestial, ele carrega a culpa de um amor proibido que desafia as regras divinas. A cada nova vida, Luce renasce, encontra Daniel, apaixona-se e morre tragicamente quando a verdade se aproxima demais.
Essa repetição funciona como um “reset” cruel: sempre que o sentimento atinge o auge, forças sobrenaturais intervêm, impedindo que o romance continue. O ciclo sugere uma guerra silenciosa entre destino e escolha, mantendo o casal em rota de colisão com o sofrimento.
Personagens centrais e suas funções no enredo
Luce Price serve como fio condutor da narrativa. Suas visões acompanham as reencarnações anteriores, revelando pistas fragmentadas sobre quem ela foi – e por que sempre morre.
Daniel Grigori representa a culpa eterna. Como anjo que se recusou a tomar partido entre Céu e Inferno, ele carrega a marca da neutralidade, tornando-se alvo de ambas as facções que desejam influenciar seu destino.

Imagem: Reprodução
Cam Briel (Harrison Gilbertson), outro anjo caído, surge como alternativa tentadora para Luce. Seu carisma contrasta com o distanciamento de Daniel e reforça o triângulo amoroso que domina boa parte da história.
A interação entre os três deixa o conflito sobre escolhas pessoais ainda mais evidente. Tanto Cam quanto Daniel disputam a lealdade de Luce, mas, no fundo, tentam manipular o desfecho dessa maldição multissecular.
Final explicado: há chance de quebrar a maldição?
Na reta final, Luce desafia regras impostas por padres e criaturas celestiais ao mergulhar em suas lembranças, revivendo encarnações anteriores. Esse salto no tempo desencadeia uma perseguição: inimigos tentam abatê-la antes que ela compreenda completamente seu papel no conflito.
O longa encerra em tom de “Continua…”. O casal protagoniza mais uma despedida após um confronto cheio de efeitos de luz, sugerindo que, apesar da dor, talvez exista maneira de romper o padrão. A narrativa evita entregar respostas definitivas, abrindo espaço para possíveis sequências e para discussões entre fãs, uma estratégia semelhante ao gancho explosivo mantido pela série The Boys em seu quinto episódio mais recente.
Vale a pena assistir Fallen na Netflix?
Quem curte romances sobrenaturais, dramas juvenis e temas de reencarnação encontrará em Fallen uma combinação direta de mistério e emoção, mas existem outras opções interessantes no streaming e IPTV. O ritmo é cadenciado, alguns conflitos poderiam ganhar profundidade extra, mas a proposta de amor que atravessa séculos garante entretenimento para fãs do gênero.

