Quem ainda buscava um jeitinho de entrar na nova geração pagando menos ganhou um balde de água fria. A Sony reajustou em até US$ 100 o valor das versões Slim recondicionadas do PlayStation 5, encurtando a distância de preço para os aparelhos lacrados.
A medida pega de surpresa jogadores que enxergavam nos consoles recondicionados a última alternativa viável no mercado, já pressionado por demanda de peças em data centers de IA e pela alta do dólar. Agora, o cenário para quem sonha com um PS5 cabe ainda menos no bolso.
Aumento atinge versões Slim com e sem disco
Até o fim de abril, o PS5 Slim recondicionado com leitor de discos custava US$ 449,99, enquanto a edição digital saía por US$ 399,99. Os dois modelos vinham com SSD de 1 TB, controle DualSense e cabos originais, apresentando apenas possíveis marcas estéticas leves.
A partir de 1.º de maio, ambos sofreram reajuste de US$ 100. O modelo com disco agora aparece por US$ 549,99, e a versão só para downloads sobe para US$ 499,99. O pacote continua o mesmo, mas o valor tira boa parte do apelo que fazia a linha Slim usada competir com as prateleiras de novos.
Reajuste segue tendência de preços mais altos na linha PlayStation 5
O encarecimento não veio do nada. Em abril, a Sony já havia aumentado o preço de toda a família PS5 novinha em folha: modelo padrão com disco passou a custar US$ 649,99; a edição digital, US$ 599,99; e o PS5 Pro, salgado, foi para US$ 899,99.
Os números contrastam diretamente com 2020, quando o console estreou a US$ 499,99 (com disco) e US$ 449,99 (digital). Em outras palavras, quem deixou para comprar agora pode pagar praticamente o dobro, caso opte pelo Pro. Não à toa, muitos consumidores correram às lojas entre março e o início de abril para garantir unidades antes do reajuste.
Única brecha: modelo original recondicionado permanece barato
Por enquanto, quem realmente quer um PlayStation 5 e não faz questão de um chassi Slim encontra uma última janela. O PS5 original recondicionado com leitor de discos ainda figura por US$ 399,00. O ponto negativo é o SSD menor, de 825 GB, contra 1 TB do Slim.

Imagem: Divulgação
Com a mudança, essa versão se consolida como o PS5 mais barato disponível, mas ninguém garante que o valor fique intocado por muito tempo. Considerando o histórico recente da Sony, leitores do ThunderWave que estiverem de olho no console podem acabar correndo o mesmo risco visto em abril.
Impacto no mercado e na comunidade gamer
Mesmo com reajustes, o PlayStation 5 continua acumulando vitórias. O console superou a venda do mais novo Nintendo Switch 2 em boa parte de 2026 e registrou picos de procura justamente antes das altas de preço, indicando que muitos jogadores preferem pagar um pouco mais a migrar para outras marcas.
Enquanto isso, outras discussões sobre valores seguem quentes no setor. A fala recente do CEO da Take-Two, que promete um preço de GTA 6 “muito razoável”, ajuda a reforçar como etiqueta de preço virou tema central entre fãs e empresas. O mesmo acontece em títulos gratuitos que dependem de microtransações, caso dos jogadores que correm atrás de gemas extras em Roblox para driblar gastos in-game.
No universo de hardware, porém, quem pretende montar ou atualizar um PC encara obstáculos parecidos. Data centers de IA seguem comprando componentes em massa, elevando custos de placas de vídeo, memória RAM e CPUs — o que empurra ainda mais gamers a procurar consoles. Com o salto de preço nos recondicionados, resta ver se a Sony conseguirá manter o PS5 no topo das vendas.
Vale a pena comprar um PS5 recondicionado agora?
Com os novos valores, só o modelo original a US$ 399,00 oferece economia palpável em comparação aos consoles lacrados. Se o armazenamento menor não for problema e você topar possíveis marcas cosméticas, a compra ainda faz sentido. Caso contrário, talvez seja melhor esperar promoções ou buscar um aparelho seminovo no mercado local.

