O estúdio espanhol MercurySteam, conhecido por assinar Metroid Dread em parceria com a Nintendo, anunciou um processo de “ajuste de equipe” que resultou em demissões. A notícia surge poucos meses após o lançamento de Blades of Fire, nova propriedade intelectual que não conseguiu repetir o sucesso de Samus.
Embora o estúdio garanta que continuará operando normalmente, o corte de funcionários destaca um cenário cada vez mais frequente no mercado de jogos, onde ciclos de produção definem o tamanho das equipes. Abaixo, detalhamos tudo que se sabe até agora.
Como o estúdio comunicou as demissões
Por meio de uma publicação no LinkedIn, a MercurySteam classificou a medida como “comum entre projetos” e afirmou ser uma situação “dolorosa”. Dados sobre o número exato de desligados não foram revelados, mas a desenvolvedora informou que está ativa na recolocação dos profissionais, disponibilizando um e-mail direto para recrutadores.
O tom do comunicado sugere que a companhia não corre risco imediato de fechar as portas. Ainda assim, o movimento reforça a onda de cortes vista em estúdios de todos os portes, de independentes a gigantes como a Epic Games, que recentemente explicou como pretende usar IA em Fortnite após anunciar demissões de centenas de funcionários.
Desempenho fraco de Blades of Fire teria pesado
Lançado em 2025 para PS5, Xbox Series X|S e PC, Blades of Fire foi publicado pela 505 Games e não chegou ao Nintendo Switch. A distribuidora controladora, Digital Bros., registrou “baixas contábeis acima do esperado”, sinalizando vendas abaixo das projeções.
Especialistas do setor apontam que custos altos de desenvolvimento somados a retorno modesto costumam resultar em enxugamento de equipes, especialmente quando um estúdio finaliza a fase de pós-lançamento de um título. Foi justamente nesse intervalo que o “ajuste” da MercurySteam aconteceu.
Próximo projeto pode envolver a franquia Metroid
Rumores persistentes indicam que a desenvolvedora estaria envolvida em um possível remake de Super Metroid para a Nintendo. Nada foi oficializado até agora, mas a boa recepção de Metroid: Samus Returns (2017) e Metroid Dread (2021) aumentou o nível de confiança da Big N no time espanhol.

Imagem: GameRant
Caso o projeto exista, ele ainda não entrou em plena produção e, por isso, requereria menos colaboradores do que um ciclo a todo vapor. Esse cenário ajuda a explicar o “excesso momentâneo” de pessoal mencionado pela MercurySteam.
Demissões viram rotina na indústria de games
Desde 2023, cortes sucessivos atingem empresas como Bungie, Microsoft, Embracer Group e a já citada Epic. O resultado prático é um número crescente de talentos procurando vagas enquanto projetos são adiados ou cancelados.
Essa maré negativa chega em paralelo a novidades que normalmente animariam o setor, como o crossover entre Fortnite e Overwatch previsto para 14 de maio, já com D.Va confirmada como skin. O contraste reforça a instabilidade atual: mesmo franquias de grande porte sentem a pressão por resultados imediatos.
O portal ThunderWave acompanha de perto esse vaivém, assim como o impacto que a perda de profissionais pode ter em futuros lançamentos de animes, filmes e séries adaptados de jogos, tendência forte no entretenimento geek.
Vale a pena acompanhar os próximos passos da MercurySteam?
Para fãs de Metroid e observadores do mercado, sim. A desenvolvedora detém histórico de qualidade e, mesmo com cortes, segue cotada para novos projetos com a Nintendo. O sucesso do eventual próximo jogo será decisivo para medir a recuperação do estúdio e o fôlego de suas futuras produções.

