Nintendo segue tentando ampliar sua proteção legal contra possíveis infratores, mas esbarrou em mais um obstáculo no Japão. O pedido de patente 2026-019762, voltado a um sistema de captura de monstros via touchscreen, foi rejeitado pela segunda vez pelo órgão regulador.
A investida ocorre em meio ao processo aberto em setembro de 2024 contra a Pocketpair, criadora de Palworld. Desde então, a gigante japonesa tenta reforçar sua argumentação jurídica enquanto o mercado aguarda a versão mobile do título, desenvolvida pela Krafton.
Disputa judicial entre Nintendo e Pocketpair continua em 2026
A ação original, movida em parceria com a The Pokémon Company, acusa Palworld de violar diversas patentes que descrevem mecânicas de captura de criaturas e troca de montaria. Mesmo após uma atualização lançada em meados de 2025, que alterou algumas funcionalidades do jogo, o litígio permanece sem acordo.
O embate já pesa no caixa da Nintendo. O relatório fiscal de 2026 apontou perdas expressivas decorrentes de despesas jurídicas, sinalizando que a batalha pode se estender. Até agora, não há indícios de que Nintendo e Pocketpair estejam próximos de um entendimento.
Novo pedido de patente mira controles por toque
Protocolado sob o número 2026-019762, o documento descreve um sistema em que o usuário move o personagem tocando na tela, lança itens de captura tanto dentro quanto fora de batalhas e recebe, em seguida, a confirmação de sucesso ou fracasso. Analistas de patentes enxergam o texto como potencial arma contra jogos que adotem dinâmica semelhante.
Entre os alvos prováveis, figuram Palworld Mobile, encabeçado pela Krafton, e Roco Kingdom: World, produção da Tencent que reuniu 15 milhões de jogadores nas primeiras 24 horas de lançamento na China, em março de 2026. A expansão do escopo da patente da Nintendo poderia impactar diretamente esses projetos.
Rejeição do Escritório Japonês de Patentes
Apesar da insistência, o Escritório Japonês de Patentes (JPO) voltou a negar a solicitação. O examinador alegou ausência de passo inventivo, concluindo que os elementos centrais — controles por toque, uso de itens de captura fora de combates e verificação binária de sucesso — configuram combinação óbvia de conceitos pré-existentes.

Imagem: Divulgação
Nintendo ainda pode ajustar o texto, como já fez com um pedido anterior da mesma família que foi parcialmente aprovado em fevereiro de 2026, após limites mais restritos. Caso repita a estratégia, a companhia precisa demonstrar diferenciais técnicos que superem as referências já conhecidas.
Impacto potencial em Palworld Mobile e outros títulos
Mesmo sem aprovação definitiva, a tentativa de patentear a mecânica reforça a postura agressiva da Nintendo. Em julho de 2025, a empresa já havia modificado outra patente para utilizá-la no processo em andamento, sinalizando que novas atualizações podem surgir para atrasar as decisões judiciais.
Se o registro vier a ser concedido, o documento poderá ser usado para ampliar as alegações de infração contra a Pocketpair. Um processo mais extenso não interessa apenas às partes envolvidas: estúdios que exploram gêneros semelhantes observam cada passo de Tóquio. No cenário de free-to-play, colaborações e licenças viram tendência — como a adição de itens de Overwatch em Fortnite, que recentemente distribuiu um planador temático gratuito.
Vale a pena acompanhar o caso?
O resultado desse embate pode redefinir a proteção intelectual sobre mecânicas de captura em jogos mobile. Para os leitores do ThunderWave que seguem de perto novidades de animes, games, filmes e séries, entender o desfecho ajudará a prever possíveis mudanças de design em títulos futuros — especialmente aqueles que apostam em telas sensíveis ao toque e sistemas de colecionáveis.

