Recentemente, uma colaboração entre Fortnite e Porsche atraiu atenção por utilizar IA generativa na criação de um material promocional. O resultado impressionou negativamente fãs e jogadores, que rapidamente começaram a apontar erros evidentes nas imagens divulgadas. O uso dessa tecnologia, cada vez mais comum no mundo dos games e do entretenimento, ainda enfrenta dificuldades para produzir conteúdos visualmente confiáveis. É uma prova de que, apesar do avanço da IA, ela ainda não substitui completamente o toque humano na produção de imagens de alta qualidade.
A reação dos jogadores foi rápida e contundente, levando a plataforma Unreal Engine a retirar a peça de circulação logo após a polêmica. A iniciativa buscava promover a integração entre Fortnite e o configurador digital da Porsche, que funciona com Unreal Engine. No entanto, as falhas visíveis na imagem – como logos distorcidos, perspectivas erradas e detalhes que parecem bizarros – mostraram que a inteligência artificial ainda tem dificuldades para lidar com detalhes pequenos e elementos complexos. Além de erros de logos, como o brasão da Porsche e o símbolo do Fortnite, alguns comentários brincaram com a estética da imagem, dizendo que parecia que os personagens estavam soltando fumaça colorida de maneira indevida.
Fortnite e Porsche: a publicidade que deu errado
O anúncio gerou grande repercussão na comunidade gamer desde o primeiro momento em que foi divulgado. A imagem, que pretendia promover a integração do universo do jogo com a marca alemã, acabou virando alvo de críticas por sua qualidade duvidosa. Após a identificação dos problemas, o material desapareceu temporariamente das redes de Epic Games, mas foi rapidamente refeito e repostado, desta vez sem menção à utilização de inteligência artificial.
Alguns internautas questionaram a aprovação do conteúdo por parte da Porsche e da Epic, já que logos e elementos de branding aparecem de forma distorcida, quebrando regras de estilo da própria marca. Essa história reforça que, embora a IA tenha evoluído para criar imagens assustadoramente semelhantes às reais, ela ainda comete equívocos que podem comprometer a credibilidade de marcas e campanhas publicitárias. Aqui no ThunderWave, temos visto como a tecnologia de geração de imagens ainda precisa de ajustes para atender o padrão de qualidade esperado por marcas de peso no mercado de games e automóvel.
Os riscos de usar IA generativa na publicidade de games e marcas tradicionais
O uso de IA generativa para criar conteúdo publicitário acaba gerando uma dúvida comum: até que ponto ela é confiável para marcas de grande tradição? Apesar do potencial de reduzir custos e acelerar o processo criativo, a tecnologia traz riscos de erros grotescos, especialmente em detalhes como logos e perspectivas. Essa é uma preocupação constante de desenvolvedores de jogos e marcas renomadas ao tentar inovar com inteligência artificial.
No universo dos games, há exemplos de empresas que estão adotando a IA para tarefas específicas, como capacidade de produção de assets ou capítulos de narrativa. Entretanto, muitas outras resistem, por temerem a possibilidade de resultados amadores ou ultrapassados. Empresas como a Capcom já declararam que utilizam IA apenas para ajudar, mas não para criar conteúdo definitivo, reconhecendo que a perfeição ainda é difícil de alcançar. Além disso, a questão de quem aprova essas criações e a confiabilidade das mesmas tem se tornado pauta cada vez mais relevante na indústria do entretenimento.
Vale a pena confiar em IA generativa para campanhas de marca?
Para empresas do mundo geek, como Fortnite e marcas automotivas, o uso de IA generativa ainda é uma área de transparência e controvérsia. Em muitos casos, o resultado final não atende às expectativas de fidelidade visual ou de estética da marca, o que pode gerar perdas de credibilidade. Como as próprias empresas parecem estar divididas quanto ao uso completo ou parcial dessa tecnologia, fica a dúvida se vale a pena apostar todos os ovos nessa inovação.
Para quem deseja fazer uma campanha de marca que envolva produtos de alta visibilidade, a recomendação é equilibrar o uso de IA com o toque humano. Assim, é possível garantir que os detalhes mais importantes, como logos e elementos de branding, aparentem profissionalismo — algo fundamental para manter a confiança dos consumidores. O mercado ainda está em fase de amadurecimento nesse campo, e mudanças drásticas só devem ocorrer quando a tecnologia for capaz de produzir resultados mais seguros e confiáveis.
O que ainda vale a pena na era da IA gerativa?
Apesar de todas as falhas, a IA generativa continua sendo uma ferramenta promissora. Para projetos menores, testes ou ideias inovadoras, ela pode acelerar processos criativos consideravelmente. O segredo está em saber em que momento apostar na automação e quando recorrer à expertise humana. No universo de filmes, séries e jogos, o mais importante é manter a autenticidade e a qualidade, garantindo que a tecnologia seja aliada, e não substituta, do talento humano.
No caso de campanhas que envolvam marcas e produtos de peso, portanto, o melhor mesmo é usar a IA como uma ferramenta de suporte, sempre com supervisão especializada. Assim, é possível evitar surpresas como as apresentadas na colaboração entre Fortnite e Porsche — um sinal de que, apesar dos avanços, o caminho para a perfeição ainda é longo.
Imagem: Divulgação

