O universo de God of War continua gerando debates acalorados entre fãs e criadores. Desta vez, a controvérsia veio do próprio criador do primeiro jogo, David Jaffe. Ele criticou publicamente a nova narrativa da franquia, que agora tem foco na personagem Laufey, também conhecida como Faye, esposa de Kratos.
Durante uma transmissão ao vivo, Jaffe comentou que a nova direção da saga parece distante do que originalmente tornou a franquia famosa. Enquanto a série antiga tinha como destaque um personagem durão, envolvido na mitologia grega, a versão atual aposta numa narrativa mais introspectiva e focada em Laufey enfrentando deuses em um cenário que mistura fantasia e mitologia nórdica.
Reação de David Jaffe à nova direção de God of War
Na live, o criador criticou duramente o que viu na apresentação de God of War Laufey. Sobre o gameplay, ele afirmou que parecia “sem inspiração” e “muito monótono” logo no início. Segundo Jaffe, jogos tradicionais de God of War conquistaram o público por oferecerem motivos específicos para se engajar, algo que ele acha que está sendo perdido nesta nova fase.
Ele lembrou que a fórmula clássica envolvia o personagem principal como um herói forte, um enredo de mitologia grega carregado de ação, e uma narrativa empolgante. Para Jaffe, essa essência foi abandonada, e a mudança de foco para o relacionamento de Laufey com a mitologia nórdica não mantém o mesmo apelo. Essa opinião reflete uma visão bastante crítica da evolução da franquia desde o lançamento de 2018.
Críticas ao estilo de narrativa e ao personagem Kratos
Desde 2018, Jaffe vem criticando a mudança na personalidade de Kratos, que passou a ser mais sensível e introspectivo. Sua argumentação é que a transformação de Kratos de um guerreiro selvagem para um personagem mais humano e emocional comprometeu a essência do herói de ação. Além disso, ele questiona o ritmo mais lento dos jogos recentes, que, na opinião dele, perdem a intensidade do combate e da narrativa épica.
Jaffe também criticou o desenvolvimento de Atreus, que, na visão dele, não agrega à história como um personagem que evolui de forma convincente. Sua insatisfação com a direção narrativa do restante da série reforça seu ponto de que a nova abordagem desloca o foco de uma experiência clássica de ação e aventura para algo mais contemplativo, que, segundo ele, não é o que o público espera de um jogo do estilo.

Imagem: Divulgação
A recepção da comunidade gamer e os números da franquia
Apesar das críticas de Jaffe, a popularidade dos jogos baseados na mitologia nórdica é evidente. God of War 2018 recebeu uma nota alta de 94 no Metacritic e conquistou uma grande base de fãs. Os jogadores também deram nota 8.3 na avaliação de God of War Ragnarok, que foi bem recebido e apontado entre os melhores jogos do ano.
Leitores de sites especializados chegaram a votar nas edições mais recentes da franquia entre os dez melhores jogos de todos os tempos. Assim, a opinião de Jaffe representa uma perspectiva de um criador que valoriza os estilos tradicionais, mas que parece estar em desacordo com uma parcela expressiva do público atual.
Vale a pena apostar na nova história de God of War?
Para os fãs de jogos de ação com foco narrativo forte, a proposta de Laufey pode dividir opiniões. O que fica claro é que a franquia ainda movimenta debates sobre o que é essencial na experiência de jogar uma história de mitologia e guerra. Ainda assim, quem acompanha as novidades e quer experimentar a evolução da série, encontra várias opções de rodar os títulos atuais.
Se a sua preferência é por uma gameplay mais tradicional, com combate pesado e narrativa focada na mitologia grega, pode ser uma boa agora explorar os jogos clássicos. Mas para quem gosta de novas abordagens e experiências inovadoras, compreender essa nova fase de God of War também pode valer a pena.

