A franquia de terror polonesa As Cores do Mal, que ganhou destaque na Netflix em 2026 com o lançamento de As Cores do Mal: Preto, permanece no radar de fãs de filmes e séries sombrias. Apesar do sucesso de público e crítica, a plataforma de streaming ainda não confirmou oficialmente se haverá uma terceira produção na saga. Essa incerteza mistura esperança e dúvida entre os admiradores, que aguardam novidades sobre o futuro dos filmes.
Até o momento, as informações oficiais permanecem escassas, porém o universo criado pela autora Małgorzata Oliwia Sobczak oferece possibilidades promissoras. A história, que explora diversas regiões da Polônia e elementos do folclore local, pode facilmente se expandir para novos títulos, dependendo da decisão da Netflix. Enquanto isso, a expectativa cresce entre os entusiastas de séries, filmes e animes que gostam de tramas sombrias e misteriosas.
O que a saga literária revela e o que ainda está por vir
A base para uma continuação existe no papel, com um material literário sólido. Sobczak escreveu pelo menos quatro volumes na saga, com o último, Amarelo, lançado em 2025 na Polônia. Os fãs que acompanham a franquia sabem que a sequência natural na literatura seria a adaptação de Branco, o próximo livro na cronologia. Porém, até agora, a Netflix não anunciou qualquer desenvolvimento oficial ou detalhes de produção.
Apesar da demora na confirmação, o fato de o primeiro filme, lançado em 2024, não ter tido uma sequência imediatamente anunciada mostra que a plataforma prefere esperar um bom desempenho para investir em novas adaptações. Assim como aconteceu com Preto, que veio após o sucesso do primeiro, uma nova produção pode depender do sucesso comercial e de como o filme será recebido internacionalmente.
Como a estrutura dos filmes favorece possíveis continuações
Um elemento que favorece a continuidade da franquia é o formato episódico adotado nos filmes. O protagonista, promotor Leopold Bilski, interpretado por Jakub Gierszał, aparece em cada história, investigando crimes diferentes em distintas cidades polonesas. Essa estrutura permite que cada filme seja relativamente autônomo, facilitando a criação de novos títulos sem necessidade de uma narrativa contínua e pesada.
Diretamente dirigido por Adrian Panek, responsável por Preto, o filme mostra Bilski investigando o desaparecimento de um menino em uma pequena cidade, conectando esses eventos com outros sumiços históricos. A ambientação regional, que usa elementos do folclore Kashúbia, reforça o clima sombrio e enigmático, criando uma atmosfera que atrai tanto fãs de horror quanto de mistério policial.
Continuação da franquia e a recepção crítica
Até o momento, As Cores do Mal: Preto foi bem recebido na crítica brasileira, que destaca a manutenção do clima sombrio e do suspense, características que marcaram a franquia desde o primeiro filme. Publicado em 10 de junho de 2026, o aval do site O Tempo reforça que a produção consegue prender o público com seu mistério perturbador, enquanto o Observo enaltece o tom policial que permeia a narrativa.
A recepção positiva reforça a possibilidade de uma continuação, mas a definição oficial depende de decisões da Netflix. Mesmo com o material literário disponível e o elenco consolidado, nenhum anúncio foi feito até agora sobre novas obras, o que mantém a dúvida e a expectativa crescendo entre os fãs de conteúdo de suspense e horror.
O que seria necessário para uma nova produção acontecer
Para que um terceiro filme de As Cores do Mal seja confirmado, a plataforma de streaming precisa avaliar o desempenho das obras anteriores. Embora o sucesso de público e crítica seja um fator importante, as métricas de audiência não costumam ser divulgadas detalhadamente, o que dificulta saber se há um apetite real pelo próximo capítulo.
No entanto, o fato do material literário existir, aliado ao fato de o diretor e o protagonista já terem demonstrado interesse na continuidade, aumenta as chances de uma nova produção, caso a Netflix considere investir na franquia. A cobertura positiva na imprensa especializada também reforça o potencial de expansão do universo criado por Sobczak.
Vale a pena acompanhar a franquia?
Para quem gosta de histórias sombrias, com ambiente atmosférico e investida no folklore local, As Cores do Mal oferece uma experiência única, que retrata o horror de forma inteligente e perturbadora. Mesmo sem confirmação oficial de uma nova produção, a saga demonstra potencial para crescer na Netflix, especialmente considerando o sucesso do segundo filme e sua recepção.
Se o interesse por esse tipo de narrativa permanece, vale ficar de olho nas próximas novidades, pois a franquia possui elementos que podem sustentar novas histórias e explorar ainda mais o terror psicológico e folclórico polonês. A expectativa se mantém alta para novos capítulos que possam vir a completar o universo de Sobczak na plataforma e no cinema.

Imagem: Matheus Amorim

