Kohei Horikoshi, criador de My Hero Academia, retorna à Shonen Jump com um novo one-shot de terror, marcando o retorno do autor a uma das revistas semanais mais influentes do gênero. A notícia reforça o delineamento de um projeto que soma suspense e universo já conhecido, ampliando a curiosidade dos fãs sobre o que vem por aí. A publicação acontece com destaque para o perfil do autor na edição mais recente, onde ele confirma a novidade e compartilha suas referências favoritas no mundo dos mangás.
Em meio ao anúncio, Horikoshi revela seus três títulos prediletos: Akira, de Katsuhiro Otomo; Historie, de Hitoshi Iwaaki; e Berserk, de Kentaro Miura. Essa lista aponta para uma tríade que influencia tanto o aspecto visual quanto a construção narrativa de seus trabalhos. O autor afirma estar animado com o retorno e diz ter mantido o foco, experimentando várias abordagens que gostaria de testar, com a expectativa de agradar aos leitores.
O one-shot, intitulado Não Ria, Shijima-san, terá 61 páginas e será publicado na edição combinada nº 37-38/2026 da Shonen Jump, no domingo, 9 de agosto de 2026. A proposta de terror se soma ao histórico de Horikoshi de alternar entre ação explosiva e momentos mais sombrios, o que pode ampliar a leitura de seus fãs sobre os limites entre gênios criativos e temáticas pesadas. Esse anúncio reforça ainda a continuidade da presença de Horikoshi na Shonen Jump em um momento de transição de títulos de longa duração.
A notícia completa reforça que My Hero Academia foi serializada entre julho de 2014 e agosto de 2024, totalizando 42 volumes, com a Panini responsável pela publicação no Brasil. A relação entre obras icônicas e a obra de Horikoshi fica evidente na escolha de Akira, Historie e Berserk como referências, sugerindo que o estilo visual e o tom dramático podem ter sido moldados por essas leituras. A referência a Parasyte, presente em Historie, também é mencionada como parte das influências que o autor cita sem medo de cruzar fronteiras entre gêneros.
Quais mangás influenciam Horikoshi
O perfil do autor na nova edição traz a confirmação de três obras que, segundo ele, moldam sua visão de mundo e de narrativa. Akira aparece como uma das referências mais fortes, com seu design de cidade e a construção de cenas urbanas icônicas. Historie, por sua vez, é destacada pela forma como lida com temas humanos complexos e pela cadência de revelações que permeia a trama.
Berserk completa o trio, trazendo o peso de um tom sombrio que pode influenciar a atmosfera de confrontos e escolhas morais em seus personagens. A soma dessas leituras sugere uma linha de pensamento que equilibra grandiosidade visual com dilemas íntimos, ponto que pode se refletir na construção de vilões, heróis e decisões críticas. Horikoshi destaca ainda a satisfação de manter o foco e seguir firme na Jump, indicando uma continuidade criativa que dependerá dos próximos resultados.
Como Akira molda o estilo de Horikoshi
Akira impacta o estilo de Horikoshi ao influenciar a percepção de proporção e arquitetura urbana presentes em suas cenas de ação. A obra de Otomo oferece referências para a construção de cenários densos, onde a cidade atua como personagem e o ritmo das dinâmicas de combate é realçado por recursos visuais fortes. Além disso, a leitura de Akira pode orientar decisões sobre enquadramentos que transmitam sensação de escala, agregando peso às sequências de conflito.
Essa influência também se traduz na maneira como Horikoshi pensa o visual do mundo de My Hero Academia, assegurando que a cidade tenha textura e presença, mesmo quando as cenas se concentram em movimentos de superpoderes. A presença de Akira, portanto, não é apenas estética, é uma referência de construção de universo que orienta escolhas de luz, sombra e perspectiva. O resultado esperado é uma leitura que combine adrenalina com clareza visual, mantendo a identidade própria da obra.
Horikoshi mostra referências que moldam My Hero Academia
Historie é citada como fonte de aprendizado na forma de explorar temas humanos e dilemas morais, elementos que se traduzem em decisões de personagens no universo de heróis. A obra de Iwaaki oferece uma cadência de revelação que pode inspirar como Horikoshi distribui informações sobre poderes e origens dos protagonistas. Esse ritmo se alinha a uma abordagem que favorece a construção de suspense sem perder o foco no desenvolvimento emocional.
Berserk, por fim, trará ao conjunto uma tonalidade mais sombria, que pode ampliar o peso dramático de confrontos e perdas. Ao integrar esse tom, Horikoshi demonstra que seu trabalho pode transitar entre explosões de ação e momentos de reflexão profunda, fortalecendo a identificação do público com escolhas difíceis. O retorno do autor à Jump com este one-shot reforça a ideia de que referências clássicas ainda guiam novas narrativas no gênero, sem abandonar a identidade do seu acervo criativo.
Conclui-se que as influências selecionadas por Horikoshi não são apenas referências, mas componentes de uma linguagem que pode se repetir com novidades. A expectativa para a publicação é alta, pois a edição combinada 37-38/2026 promete oferecer uma leitura compacta, com 61 páginas, que reforça o diálogo entre passado e futuro do seu repertório criativo. O público, portanto, pode esperar uma obra que dialoga com Akira, Historie e Berserk enquanto expande o universo de My Hero Academia.

