Alan Dean Foster e livros foi a escolha do autor mesmo após décadas de contato com Hollywood, segundo reportagem do SlashFilm de 13 de setembro de 2026.
Foster escreveu novelizações célebres e teve crédito de “story by” em Star Trek: The Motion Picture, mas evitou migrar para roteiros com frequência.
Por que Hollywood não o atraiu
Em entrevista à Starlog de 1978, Foster disse não ter grandes esperanças de ver seu tratamento fielmente transferido para a tela.
Ele afirmou que vários produtores alteraram roteiros e ironizou que poderiam transformar sua história em um faroeste a qualquer momento.
Foster também declarou que Hollywood trata ficção científica como “giant cockroaches”, indicando desprezo do meio pelo gênero.
Críticas ao ambiente e à remuneração
O autor afirmou que Hollywood paga quantias ridículas por escritas supostamente simples, segundo a mesma entrevista citada pela fonte.
Foster comentou que sacrificar parte da humanidade é um risco ao trabalhar no ambiente cinematográfico, conforme relatado pela matéria.
O trabalho em novelizações e franquias
Foster escreveu novelizações de Alien, The Thing e do Star Wars original, ampliando franquias no formato literário.
Ele também escreveu Splinter of the Mind’s Eye, uma sequência perdida de Star Wars: A New Hope, e a novelização de Star Wars: The Force Awakens.
Nos anos 2000 e 2010, Foster trabalhou em projetos ligados a Transformers e Terminator, mantendo vínculo com grandes filmes sem se tornar roteirista frequente.
Como ele lidou com censura de conteúdo
Na novelização de Star Wars: The Force Awakens, Foster precisou remover indícios de um romance entre Finn e Rey, conforme a matéria.
Esse ajuste mostra que mesmo no formato de livro ele seguiu restrições impostas pelo projeto cinematográfico.
O que restou do contato com Hollywood
Foster recebeu crédito de “story by” em Star Trek: The Motion Picture, com Harold Livingston ficando com o crédito de roteiro.
Esse foi seu primeiro e praticamente único crédito de roteiro direto em Hollywood, segundo a reportagem do SlashFilm.
O legado literário após décadas
Ao longo de cerca de 50 anos, Foster manteve-se prolífico como autor e novelizador, tocando grandes franquias em sua própria forma.
Seus livros continuam disponíveis ao público, e sua carreira literária é citada como distinta da experiência cinematográfica por ele descrita.