Diretor e ator de The Incomer explicaram como criaram uma brincadeira com The Lord of the Rings sem infringir direitos autorais, e por que a escolha funcionou no filme. Em entrevista ao SlashFilm, Louis Paxton e Domhnall Gleeson detalharam a inspiração e as soluções legais adotadas.
O filme The Incomer estreou em festivais e entrou em cartaz em 25 de setembro de 2026, e traz uma sequência em que o personagem Daniel conta uma história inspirada em The Lord of the Rings para dois irmãos isolados. Paxton e Gleeson relataram o processo de ajustar roteiro e improvisos para manter o humor sem correr riscos jurídicos.
Por que escolheram The Lord of the Rings em vez de outras franquias
Paxton disse que consideraram outras franquias como Star Wars e Harry Potter durante a concepção das histórias contadas por Daniel. Eles descartaram essas opções porque, segundo o diretor, tornariam a situação excessivamente meta, especialmente pela associação do ator com franquias anteriores.
Gleeson interpretou papéis em Harry Potter e em Star Wars, o que tornou essas referências problemáticas em termos de identidade do personagem. A equipe então decidiu que The Lord of the Rings oferecia o equilíbrio certo entre reconhecimento do público e possibilidade de reinterpretação dentro da narrativa do filme.
Como transformaram a referência para evitar processos
Segundo Paxton, a preocupação central foi tornar as cenas reconhecíveis sem reproduzir trechos protegidos. Ele explicou que dizer fielmente frases ou cenas icônicas poderia gerar responsabilidade por parte de The Tolkien Estate ou de Amazon, dois detentores relevantes de direitos.
O roteiro original chegou a prever uma narração direta de The Lord of the Rings, mas a equipe alterou a abordagem. A solução encontrada foi inserir a versão de Daniel como uma releitura burocrática, intitulada “The Lord of the Local Authority”, enquadrando a história no universo do personagem.
Improvisação e referências pessoais na performance
Gleeson contou que usou memórias pessoais para dar vida à contação de histórias. Ele comparou a excitação do personagem ao modo como seus sobrinhos contam histórias, misturando lembranças de filmes e livros com entusiasmo infantil.
O ator afirmou que essa decisão permitiu que a cena ganhasse energia e originalidade sem depender da citação direta das obras. Paxton considerou a transposição da épica para um contexto burocrático das Highlands como uma escolha tanto prática quanto cômica.
Exibição e recepção
The Incomer foi exibido no Sundance Film Festival de 2026 e entrou em cartaz a partir de 25 de setembro de 2026. O filme foi descrito na cobertura como uma comédia que mistura elementos de fantasia e humor burocrático.
Em entrevista ao SlashFilm, as explicações dos responsáveis focaram na combinação de respeito pelas obras originais e na necessidade de proteção legal. Essas decisões orientaram tanto o roteiro quanto as improvisações apresentadas em cena.