Ben Affleck apontou que o principal problema da versão teatral de Justice League foi a indecisão sobre qual versão do filme lançar, uma dinâmica que prejudicou a coesão criativa do projeto.
Em entrevista à Variety, o ator afirmou que contratar um diretor com uma gramática e tom definidos exige deixá‑lo trabalhar livremente; segundo ele, decisões por comitê fragilizaram o resultado final.
O que Affleck disse sobre a produção de Justice League
Affleck comentou que houve “muitas tensões” durante a produção que culminaram numa versão teatral de 2017 considerada abaixo do esperado. Ele citou a disputa sobre qual corte divulgar como um problema central.
O ator também elogiou Zack Snyder, afirmando que gosta muito do corte de Snyder e que ver o diretor concluir sua visão em Zack Snyder’s Justice League foi gratificante para todos envolvidos.
Tons e direção: conflito entre visões distintas
Affleck refletiu sobre o tom dos filmes do DCEU e disse que havia uma sensação de que alguns filmes eram “um pouco escuros ou assustadores”, o que afastou parte do público mais jovem.
Ele comparou possibilidades de abordagem, citando o tom mais adulto de Joker e a amplitude do modelo da Marvel, e mencionou o dilema de optar por um caminho bem definido ou por algo mais amplo.
Contexto das mudanças de direção e o retorno de Snyder
O texto lembra que Zack Snyder deixou a produção após a morte de sua filha em 2017, quando Joss Whedon foi contratado para terminar o filme com ajuste de tom e cenas regravadas.
Após campanha por redes sociais, Snyder lançou sua versão em 2021, Zack Snyder’s Justice League, exibida na HBO Max; Affleck afirmou que foi satisfatório ver o diretor completar seu corte.
O problema mais amplo do DCEU segundo Affleck
Affleck relacionou os problemas de tom à herança criativa de Frank Miller e ao debate sobre adaptar personagens para adultos ou para públicos jovens.
Ele disse que essa tensão continuou a afetar o estúdio, citando o fim do DCEU tradicional após fracassos financeiros, incluindo o desempenho de The Flash em 2023.
O que está em jogo hoje no DC Universe
Affleck observou que os atuais co‑chefes da DC, James Gunn e Peter Safran, enfrentam esse desafio com projetos variados, citando Superman, Lanterns e Supergirl como exemplos de resultados distintos.
Ele também mencionou o próximo lançamento Clayface como título a ser observado para avaliar em qual direção o estúdio seguirá.