Glen Powell atribuiu o fraco desempenho de sua adaptação de Stephen King, The Running Man, a cortes no departamento de marketing da Paramount ocorridos pouco antes da estreia.
Segundo Powell, em perfil à Esquire citado pelo SlashFilm, a distribuidora demitiu integrantes do marketing em outubro de 2025, um mês antes da estreia de The Running Man, em 14 de novembro de 2025.
O que Powell disse sobre as demissões na Paramount
Powell declarou que a companhia “let go of an entire marketing department” pouco antes do lançamento, ligando diretamente as demissões à falta de suporte promocional do filme.
A reportagem relembra que, em outubro de 2025, a empresa iniciou cortes que afetaram mais de 2.000 funcionários após uma fusão com Skydance, segundo reportagens da imprensa citadas na cobertura.
Impacto financeiro e números do mercado
O longa arrecadou $69,5 milhões mundialmente diante de um orçamento estimado em $110 milhões, resultado que ficou aquém do necessário para cobrir custos e lucros típicos de estúdios.
O texto observa que, mesmo sem ser um fracasso absoluto, esse rendimento é insuficiente quando se considera que estúdios costumam precisar de mais que o dobro do orçamento para obter lucro.
Outros fatores além do marketing
Críticas e público também tiveram papel no desempenho: The Running Man atingiu 63% no Rotten Tomatoes, avaliação que o artigo classifica como moderada, sem gerar entusiasmo massivo, diferente da adaptação de Carrie de Mike Flanagan que preserva detalhes do livro de Stephen King.
O material afirma que competição em bilheteria, interesse do público por IPs mais antigos e a exigência de que filmes de maior orçamento sejam tratados como eventos também contribuíram para o cenário.
Reações da equipe criativa
O diretor Edgar Wright comentou que trata a bilheteria como algo que não define a obra, dizendo estar orgulhoso do filme e que ele terá vida além do fim de semana de estreia.
O roteirista do longa de 1987, Steven E. de Souza, afirmou ter lido o roteiro de Wright e que, apesar de achar o final funcionando no papel, leu análises que apontaram tropeços na transposição para a tela.
Posicionamento de Stephen King e balanço final
A reportagem nota que Stephen King aprovou o desfecho da versão de Wright, um detalhe positivo citado entre as vozes que discutiram o filme.
Em suma, o artigo do SlashFilm compila declarações de Powell e outros envolvidos, relacionando demissões na Paramount, desempenho crítico e fatores de mercado sem atribuir a um único motivo a responsabilidade exclusiva pelo resultado financeiro.