Andy Weir, autor de Project Hail Mary e The Martian, disse em entrevista de 2 de novembro de 2026 que enxerga a inteligência artificial como uma ferramenta que pode ser usada para o bem ou para o mal. A fala foi registrada em conversa conduzida por Joe Roberts para o site SlashFilm.
No diálogo, Weir afirmou que a IA representa “a primeira vez que tivemos algo na Terra mais inteligente que nós”, mas comparou a tecnologia a ferramentas humanas, como empilhadeiras e carros de corrida, para argumentar que o risco está no usuário e não no objeto.
Andy Weir pensa que IA é uma ferramenta
Weir afirmou que “é a primeira vez que tivemos algo na Terra que é mais inteligente que nós”, mas classificou IA como uma ferramenta cujo impacto depende de quem a usa. Ele repetiu a ideia de que, como um martelo, a IA pode construir ou causar dano dependendo do propósito do usuário.
O autor exemplificou sua posição com a metáfora do martelo e mencionou que tecnologias já mais fortes ou mais rápidas que humanos existem há anos, sugerindo continuidade entre invenções e IA. Essa comparação foi feita diretamente na entrevista com SlashFilm e registrada em 2 de novembro de 2026.
Weir sobre IA e a escrita
Andy Weir contou que “brincou” com ferramentas de IA e as considerou insuficientes para a narrativa no momento, mas previu melhora com o tempo. Ele disse acreditar que pode ser “entre as últimas gerações de escritores totalmente humanos”.
Weir também afirmou estar escrevendo um livro que aborda IA, o que demonstra interesse direto em explorar o tema em sua obra. Em comentário sobre práticas na indústria, ele citou cenários em que diretores usariam IA apenas como referência antes de gravar atores novamente, conforme revelou em entrevista sobre a continuação de Project Hail Mary.
Previsão sobre a cultura de consumo
O autor prevê que a IA acabará com a monocultura do entretenimento, tornando as obras mais personalizadas. Weir afirmou que, quando computadores souberem os hábitos de navegação e leitura do usuário, será possível pedir “uma história que eu gostaria” e receber um conteúdo feito sob medida.
Segundo Weir, essa personalização poderá incluir vídeo, permitindo ao indivíduo criar filmes perfeitos para seu gosto pessoal. Essa visão sobre o futuro do consumo audiovisual foi apresentada na mesma entrevista no SlashFilm.