Fechar menu
  • Filmes
  • Séries
  • TáNoTOP
    • Animes
    • Games
  • ABSOLUTE Cinema
  • Quem somos
  • Contato
Facebook X (Twitter) Instagram
Thunderwave
  • Filmes
  • Séries
  • TáNoTOP
    • Animes
    • Games
  • ABSOLUTE Cinema
  • Quem somos
  • Contato
Thunderwave
Home » Crítica: ‘The Dog Stars’ (2026), mais um filme desigual de Ridley Scott

Crítica: ‘The Dog Stars’ (2026), mais um filme desigual de Ridley Scott

Roberto AndradePor Roberto Andradesetembro 11, 20265 Minutos de leitura Filmes
Compartilhar Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
Crítica: 'The Dog Stars' (2026), mais um filme desigual de Ridley Scott

O apocalipse em The Dog Stars chega com um ritmo que exige paciência: é um filme que alterna entre a contemplação das pequenas esperanças humanas e uma violência gráfica que explode sem aviso. Ridley Scott adapta o romance de Peter Heller para uma tela que, em muitos momentos, não consegue decidir se quer ser meditação existencial ou filme de ação sanguinário.

A primeira metade é dominada por silêncio e melancolia — e por um protagonista que carrega o peso da perda. Já o segundo ato se transforma em uma sequência de adrenalina que, paradoxalmente, faz o longa finalmente funcionar em alguns instantes decisivos.

Personagens e performances

Jacob Elordi interpreta Hig, um ex-piloto civil marcado pela morte da esposa e do filho não nascido. Sua atuação é contida, baseada em olhares e gestos mínimos; esse tom funciona para mostrar o luto, mas também limita o carisma necessário para segurar o filme quando a narrativa exige empatia contínua.

Em contraste, Josh Brolin como Bangley injeta energia: seu personagem, um ex-fuzileiro que vive com um senso ritualístico de sobrevivência, traz química imediata com Hig e momentos de humor áspero. A dinâmica entre os dois faz a primeira metade render quando Elordi sozinho torna a experiência lenta demais.

Margaret Qualley e Guy Pearce surgem no caminho do protagonista e alteram a dinâmica emocional do filme. Cima (Qualley) reabre a possibilidade de afeto para Hig, e o relacionamento entre eles traz camadas humanas que a trama tenta explorar antes da virada para o caos. Esses encontros esclarecem o tema central: como seguir em frente após uma catástrofe que desfaz laços e códigos sociais.

Estética e direção de arte

Visualmente, The Dog Stars mantém a tendência recente de Ridley Scott por enquadramentos funcionais: a câmera privilegia cobertura e clareza narrativa, em vez de composições grandiosas. Isso nem sempre é uma falha — para o tom grisáceo do mundo pós-flu, a escolha acaba sendo coerente.

Há beleza na paisagem desolada e em cenas filmadas ao ar livre; o contraste entre a natureza que persiste e a desintegração social é um elemento visual recorrente. Ainda assim, em alguns momentos o filme parece preso a uma paleta monocromática que empalidece a intensidade emocional que busca transmitir.

O design dos antagonistas — os Reapers, uma seita violenta que persegue sobreviventes — entrega um visual chocante e carregado de referências a estéticas pós-apocalípticas. Quando o filme abraça essa estética, a direção de arte cumpre seu papel de chocar e provocar tensão.

Ritmo, roteiro e a virada do segundo ato

O roteiro de Mark L. Smith investe muito tempo na construção de um clima intimista durante a primeira hora; essa escolha resulta em um primeiro ato que para muitos espectadores parecerá arrastado. A tentativa de aprofundar o luto e a vida cotidiana após o colapso social não encontra sempre ferramentas dramáticas eficientes.

No entanto, quando The Dog Stars decide acelerar, a mudança é brusca e efetiva: a segunda metade contém sequências de ação intensas e graficamente explícitas que funcionam como um choque de realidade para a narrativa. É precisamente esse choque — uma explosão de violência e perigo — que traz o filme de volta à vida em termos de entretenimento cinematográfico.

Essa oscilação, porém, é também o maior problema do longa: a alternância entre contemplação e carnificina raramente é costurada. O resultado é um filme dividido, que tem momentos de excelência na metade final mas que soa inconsistente quando avaliado como um todo.

O que funciona e o que falha

Funciona: as cenas de ação da segunda metade, a química entre Elordi e Brolin e alguns parentescos emocionais que surgem com Qualley e Pearce. Esses elementos entregam tensão real e momentos cinematográficos que valem o ingresso.

Falha: a incapacidade de equilibrar tom e tema. A primeira metade, profundamente introspectiva, não cria alicerces dramáticos fortes o suficiente para tornar crível a virada para o ultraviolento. Além disso, a direção, embora competente, evita ousadias visuais que poderiam ter unido melhor os polos do filme.

Em termos técnicos, a trilha e a montagem cumprem seu papel de modo funcional; já a escrita demora a justificar o investimento emocional do público até que o roteiro decida acelerar.

Onde isso deixa Ridley Scott

Após projetos ambiciosos recentes, The Dog Stars surge como mais uma obra de uma fase tardia de Scott marcada por acertos evocativos e falhas de coesão. Há ali material que dialoga com a filmografia do diretor — a obsessão por sobrevivência, cenários extremos e confrontos humanos — mas sem o refinamento que algumas obras anteriores apresentaram.

Para espectadores que acompanham a carreira do cineasta, o filme oferece tanto motivos para frustração quanto cenas capazes de lembrar por que Scott ainda é uma voz relevante no cinema contemporâneo.

Vale a pena ver? Próximo passo após o filme

Se sua dúvida é decidir se vale a pena assistir, considere o que você busca: quem prefere caráter contemplativo e dramas intimistas encontrará momentos valiosos, mas pode se frustrar com o ritmo. Já espectadores em busca de ação e tensão encontrarão recompensa na segunda metade.

Recomendação prática: vá ao cinema esperando um filme desigual, entre em cena pela atuação de Brolin e pelas cenas finais e considere a experiência como um trabalho imperfeito, mas por vezes vigoroso, de Ridley Scott. Se quiser aprofundar a experiência, a adaptação do romance de Peter Heller e os créditos técnicos (fotografia, montagem e música) merecem atenção.

Roberto Andrade

    Roberto Andrade é jornalista e redator especialista em Filmes, Séries e Streaming. Com 6 anos de experiência, une sua formação pela Estácio-SP e a passagem por grandes portais para guiar o público no vasto universo do entretenimento digital. Atualmente no TaNoStreaming, seu trabalho é uma fonte confiável para quem busca a próxima grande maratona.

    Relacionadas

    Filmes

    7 estreias na HBO Max em setembro que vão incendiar debates entre fãs de terror

    setembro 3, 2026
    Filmes

    Coyote vs. Acme: resenha crítica de uma comédia Looney Tunes que ainda brilha

    agosto 21, 2026
    Filmes

    It Ends: pesadelo existencial marca um dos melhores horrores de 2026

    agosto 21, 2026
    Melhores POSTS

    Atualizações Sobre a Possível 6ª Temporada de Rosario Tijeras na Netflix

    junho 16, 2026

    Códigos Ativos e Novidades em Broken Blade no Roblox

    maio 22, 2026

    Códigos Grátis para Anime Duelists: Como Obter Recompensas Extras no Roblox

    julho 6, 2026

    Códigos Ativos e Como Aproveitá-los em King Tower no Roblox

    maio 22, 2026

    Códigos de Sail Your Boat no Roblox: saiba como obter e aproveitar os bônus

    maio 28, 2026
    Thunderwave
    Sobre nós

    Nossa missão é uma só: dizer o que há de bom para assistir no streaming. Sem enrolação, filtramos as melhores dicas de filmes e séries para você dar o play sem arrependimentos.

    EDITORIAIS
    • Games
    • TáNoTOP
    • Séries
    • Filmes
    • Animes
    • ABSOLUTE Cinema
    IMPORTANTES
    • Quem somos
    • Termos de uso
    • Contato
    • Política de Cookies
    • Política de Privacidade
    Instagram RSS
    © 2026ThunderWave. Todos os direitos reservados.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerir o Consentimento
    Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informações do dispositivo. Consentir com essas tecnologias nos permitirá processar dados, como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamante certos recursos e funções.
    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um determinado serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efetuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
    Estatísticas
    O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de utilizador para enviar publicidade ou para rastrear o utilizador num site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}