Fechar menu
  • Filmes
  • Séries
  • TáNoTOP
    • Animes
    • Games
  • ABSOLUTE Cinema
  • Quem somos
  • Contato
Facebook X (Twitter) Instagram
Thunderwave
  • Filmes
  • Séries
  • TáNoTOP
    • Animes
    • Games
  • ABSOLUTE Cinema
  • Quem somos
  • Contato
Thunderwave
Home » Crítica: V/H/S/Mixtape — a antologia de terror encontra seu ritmo no Beyond Fest

Crítica: V/H/S/Mixtape — a antologia de terror encontra seu ritmo no Beyond Fest

Roberto AndradePor Roberto Andradeoutubro 6, 20265 Minutos de leitura TáNoTOP
Compartilhar Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
Crítica: V/H/S/Mixtape — a antologia de terror encontra seu ritmo no Beyond Fest

V/H/S/Mixtape estreia como uma entrada que finalmente faz sentido dentro da longa trajetória da franquia: a proposta musical dá ao filme uma identidade imediata e lo-fi que conversa com a tradição de found footage e com a estética analógica da série.

Apresentado no Beyond Fest, o filme se apoia em um conceito direto — segmentos que orbitam em torno da música, do som e de vídeos musicais — e usa esse fio temático para permitir variações de tom e linguagem entre diretores novos e veteranos. O resultado é, em muitos momentos, mais coeso do que as entradas anteriores.

Uma temática que funciona como mixtape

Mixtape acerta ao transformAR a própria ideia de antologia em formato: a ordenação dos curtas age como uma seleção musical, em que sequência e ritmo importam tanto quanto cada peça isolada. Esse enfoque amplia o potencial criativo dos realizadores — a temática musical é ampla o suficiente para comportar desde videoclipes excêntricos até contos mais lentos e parcialmente lovecraftianos, como os arcos de One Piece que moldaram a jornada dos piratas.

O wraparound dirigido por Flying Lotus e o envolvimento da banda GWAR aportam energia e humor escatológico no melhor estilo Troma, servindo como cola funcional que integra os episódios. A inclusão de criadores acostumados com videoclipes, como RZA e Tobias Forge, rende momentos visualmente inventivos e musicais que se sustentam mesmo fora do contexto do longa.

Pontos altos: direção, efeitos práticos e criatividade

Os melhores segmentos revelam um equilíbrio entre o tema comum e a assinatura autoral. “Dance, Dance, Dance, Dance”, de Renee Zhan e Zoe Cooper, se destaca pelo uso surpreendente da Jim Henson’s Creature Shop, aplicando efeitos de animatrônica a uma linguagem adulta e perturbadora — uma aliança rara que dá textura tátil ao terror.

Já “Death Tone”, de RZA e Matt Landsman, aposta numa mistura de exploração e estranheza: kills inventivos, efeitos práticos eficientes e uma leitura consciente dos códigos do cinema de exploração geram um curta que funciona tanto como homenagem quanto como peça autônoma. Esses momentos confirmam que a franquia continua sendo um celeiro para cineastas que transitam entre o underground e o mainstream.

Fragilidades na montagem e no ritmo

Mesmo com acertos, a natureza de antologia expõe a fragilidade mais antiga da série: sequencing. Alguns curtas soam deslocados pelo posicionamento na grade. O segmento The Music of Mr. Sze, de Ernest Dickerson, inspirado em contos de H.P. Lovecraft, aposta numa construção deliberada que perde impacto quando encaixado no meio do filme — sua cadência pedida pelo texto exigiria um espaço inicial para respirar.

Por outro lado, David Moreau entrega Heartbeat, um experimento visual que usa uma câmera fixa improvável — uma mistura de selfie stick com GoPro — e um ritmo frenético que demanda adaptação do espectador. Quando a linguagem do curta se torna familiar, já acabou; o contraste entre forma e duração evidencia a dificuldade de equilibrar diversidade com fluidez narrativa.

Elementos musicais e videoclipes como força motriz

Um dos trunfos da obra é abraçar o videoclipe como forma legítima dentro da antologia: a presença de músicos e diretores com experiência em música resulta em curtas que funcionam como videoclipes de horror. Tobias Forge, com seu projeto Repugnant e a canção "Premature Burial", entrega um trabalho que remete ao choque visual de cineastas controvertidos, aproximando o longa de uma tradição de choque estético que dialoga com o heavy metal e o horror corporal, similar ao que se vê em 6 filmes de zumbi de 2025 que renovaram o terror.

Essa tensão entre som e imagem é a melhor definição do que torna V/H/S/Mixtape atraente: quando a trilha, os ruídos e a composição visual se alinham, os curtas atingem uma intensidade rara na franquia.

O lugar de Mixtape na trajetória da franquia

Com nove filmes ao longo de 14 anos, a série sempre funcionou como vitrine para nomes que depois seguiram carreiras maiores; o renascimento em 2021 com V/H/S/94 e a experiência de 2024 com a ficção científica de V/H/S/Beyond mostram uma franquia que alterna experimentos temáticos bem-sucedidos.

Mixtape pode ser visto como a peça que consolida um período recente de acertos, mais coeso do que muitos dos filmes anteriores: o tema musical unifica sem engessar, e as escolhas de diretores e colaboradores (alguns com background em videoclipes) reforçam essa inteligência editorial.

O que esperar em seguida: roteiros que ampliam sem perder a essência

Embora V/H/S/Mixtape represente um momento de forte identidade, há uma apreensão legítima sobre os rumos da franquia: já foi anunciada uma décima entrada com ligação à organização ficcional SCP Foundation, o que pode significar um novo giro temático. A boa notícia é que a fórmula encontrada aqui — tema claro + diversidade autoral controlada — oferece um mapa para manter qualidade mesmo em mudanças de tom.

No curto prazo, o público que valoriza curtas autorais e horror experimental terá em V/H/S/Mixtape uma experiência que mistura nostalgia analógica, videoclipes e efeitos práticos eficazes. Para quem acompanha a franquia, o filme reafirma que a série ainda é um campo fértil para riscos calculados.

Veredito: uma mixtape que funciona

V/H/S/Mixtape não é isento de falhas — a montagem e o ritmo evidenciam que a antologia requer um curador mais rígido em alguns pontos —, mas entrega o que promete: uma coleção de curtas onde o som e a música são protagonistas. As melhores sequências elevam a experiência e justificam a permanência da franquia como espaço de experimentação.

Se você procura uma antologia que valorize a estética lo-fi, efeitos práticos e videoclipes autorais dentro do terror, V/H/S/Mixtape é uma aposta que vale a audição. O filme estreia em streaming e mantém a tradição da série de ser tanto porto seguro para novos talentos quanto palco para veteranos sensíveis ao experimental.

Roberto Andrade

    Roberto Andrade é jornalista e redator especialista em Filmes, Séries e Streaming. Com 6 anos de experiência, une sua formação pela Estácio-SP e a passagem por grandes portais para guiar o público no vasto universo do entretenimento digital. Atualmente no TaNoStreaming, seu trabalho é uma fonte confiável para quem busca a próxima grande maratona.

    Relacionadas

    TáNoTOP

    Crítica: ‘Fjord’ tem estilo contido, mas narrativa unilateral o atrapalha

    outubro 6, 2026
    TáNoTOP

    6 animes que ensinam lições de vida e emocionam gerações

    outubro 6, 2026
    TáNoTOP

    Final da 1ª temporada de The Lanterns levou Kyle Chandler às lágrimas

    outubro 6, 2026
    Melhores POSTS

    Atualizações Sobre a Possível 6ª Temporada de Rosario Tijeras na Netflix

    junho 16, 2026

    Códigos Ativos e Novidades em Broken Blade no Roblox

    maio 22, 2026

    Códigos Grátis para Anime Duelists: Como Obter Recompensas Extras no Roblox

    julho 6, 2026

    Códigos Ativos e Como Aproveitá-los em King Tower no Roblox

    maio 22, 2026

    Códigos de Sail Your Boat no Roblox: saiba como obter e aproveitar os bônus

    maio 28, 2026
    Thunderwave
    Sobre nós

    Nossa missão é uma só: dizer o que há de bom para assistir no streaming. Sem enrolação, filtramos as melhores dicas de filmes e séries para você dar o play sem arrependimentos.

    EDITORIAIS
    • Games
    • TáNoTOP
    • Séries
    • Filmes
    • Animes
    • ABSOLUTE Cinema
    IMPORTANTES
    • Quem somos
    • Termos de uso
    • Contato
    • Política de Cookies
    • Política de Privacidade
    Instagram RSS
    © 2026ThunderWave. Todos os direitos reservados.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerir o Consentimento
    Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informações do dispositivo. Consentir com essas tecnologias nos permitirá processar dados, como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamante certos recursos e funções.
    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um determinado serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efetuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
    Estatísticas
    O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de utilizador para enviar publicidade ou para rastrear o utilizador num site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}