Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, usa efeitos visuais em grande parte de sua duração: segundo Kevin Smith, supervisor de VFX da Weta, 83% do filme contém trabalho de efeitos visuais.
O longa se passa no universo dos jogos, mas traz uma história original centrada em Bryan, interpretado por Austin Abrams, que enfrenta criaturas enquanto entrega um pacote a um hospital. Essas informações vêm de entrevista publicada pelo site SlashFilm.
Efeitos visuais aparecem ao longo da maior parte do filme
Kevin Smith afirmou que 83% do tempo de exibição do filme contém efeitos visuais, ressaltando como boa parte desse trabalho fica invisível ao espectador. Ele explicou que o resultado final é tão integrado que o público muitas vezes não nota a presença massiva de VFX.
O artigo destaca também que, neste contexto, a equipe procurou evitar a impressão de que tudo foi feito de forma puramente prática ou artificial. Smith comentou que, para a equipe, ser percebido apenas como um bom filme é um elogio ao trabalho de efeitos.
O Pedestrian: construção de um monstro reconhecível
Uma criatura central do filme, apelidada internamente de “the Pedestrian”, começou como uma mulher sem sapatos e evolui para uma esfera de corpos assimilados que persegue Bryan. A equipe de VFX teve papel essencial para garantir continuidade visual dessa entidade ao longo das cenas.
Para tornar o Pedestrian identificável de tomada a tomada, os realizadores introduziram marcadores visuais recorrentes: o vestido vermelho e itens pessoais, como sapatos e um pijama verde. Segundo Smith, esses elementos ajudaram a deixar claro que se tratava da mesma criatura em diferentes momentos.
O texto de SlashFilm observa que, embora exista crítica comum ao uso excessivo de CGI em blockbusters, o filme de Cregger adotou decisões pontuais de design que, segundo a equipe, não soaram artificiais nem distrativas. A reportagem recomenda que o público veja o filme nos cinemas para formar sua própria opinião.