CD Projekt Red afirmou que a adaptação cinematográfica de Cyberpunk 2077 não será uma transposição direta da história do jogo, segundo entrevista ao PAP Biznes citada pelo SlashFilm em 17 de outubro de 2026. A empresa quer uma narrativa ambientada em Night City, mas distinta da experiência de jogo.
O anúncio confirma que o filme terá liberdade criativa: não se trata de reproduzir cena a cena os arcos e finais múltiplos que caracterizam o título de 2020. A declaração foi feita pelo co-CEO Michał Nowakowski.
O que CD Projekt Red disse sobre a abordagem
Nowakowski declarou que a companhia “definitivamente não quer fazer uma adaptação cinematográfica do jogo” e que a intenção é contar “uma história no mundo de ‘Cyberpunk’”, mas sem uma tradução um-para-um do enredo. A frase deixa claro o afastamento da estrutura narrativa original do game.
A entrevista ao PAP Biznes, repercutida pelo SlashFilm, é a fonte direta dessa posição corporativa. Esse posicionamento parte da própria desenvolvedora, não de especulação de estúdios ou da imprensa.
Como a decisão se relaciona a personagens e expectativas dos fãs
Embora Nowakowski tenha afirmado que o filme não será um remake fiel, ele não descartou que personagens do jogo possam aparecer. Nomes citados pela imprensa como esperados nos debates de fãs incluem V, Johnny Silverhand, Jackie, Panam Palmer e Judy Álvarez.
O texto do SlashFilm observa que a expectativa por participações como a de Keanu Reeves — associado ao papel de Johnny Silverhand — gerou debates públicos entre jogadores. A desenvolvedora, porém, delimita que a narrativa do filme seguirá outra direção.
Contexto da indústria e posicionamento do estúdio
O artigo aponta que o anúncio ocorre num momento de forte interesse comercial por adaptações de videogame, com estúdios — citando a recém-fundida Paramount/Warner Bros. sob o guarda-chuva da Skydance — acelerando projetos baseados em jogos populares. O movimento impulsiona investimentos em filmes live-action inspirados em franquias digitais.
SlashFilm também compara a escolha de não replicar o enredo original com outras adaptações que preferiram explorar histórias originais no mesmo universo, citando como exemplo obras que ampliaram ambientes como Raccoon City ou Night City. A comparação é apresentada como análise do veículo, não como declaração do estúdio.