O catálogo da Netflix acaba de ganhar um novo drama espanhol que coloca a identidade no centro da narrativa. Com pouco menos de duas horas de duração, Minha Querida Senhorita apresenta a jornada de uma protagonista forçada a rever toda a sua vida após uma revelação familiar mantida em segredo por décadas.
A produção, que despertou atenção no circuito de festivais, aposta em ritmo introspectivo e elenco reconhecido para discutir escolhas, pertencimento e autonomia. Abaixo, o ThunderWave reúne as principais informações sobre o longa.
Sinopse de Minha Querida Senhorita
Adela (Elisabeth Martínez) leva uma rotina pautada por tradição e religiosidade em Pamplona. Tudo muda quando a personagem descobre ser intersexo, condição conhecida — e ocultada — por seus familiares desde o nascimento. A revelação faz a protagonista questionar o papel que sempre desempenhou tanto dentro de casa quanto na comunidade.
Em busca de respostas e espaço para reconstruir a própria percepção, Adela decide deixar a cidade natal e seguir para Madri. Lá, ela vivencia novas experiências que a ajudam a repensar relações, expectativas e o futuro. O roteiro acompanha os impactos emocionais dessa transição, sem recorrer a soluções apressadas.
Elenco e personagens
A estreia de Minha Querida Senhorita na Netflix destaca a atuação de Elisabeth Martínez, elogiada pela crítica pela entrega ao arco da protagonista. Anna Castillo surge em papel ligado à nova fase de Adela, enquanto Paco León representa figura de peso no núcleo familiar que manteve o segredo por anos.
Completam o elenco Nagore Aranburu, Manu Ríos e Lola Rodríguez, reforçando a dinâmica de um drama essencialmente construído em diálogos e conflitos internos. A interação entre esse grupo sustenta a evolução gradual da narrativa.
Produção e lançamento
Dirigido por Fernando González Molina, o filme é uma releitura contemporânea do clássico espanhol de 1972 que leva o mesmo título. O roteiro assinado por Alana S. Portero atualiza a discussão sobre intersexualidade, evidenciando pressões sociais ainda presentes.

Imagem: Reprodução
Minha Querida Senhorita estreou no Festival de Málaga em março de 2026, chegou aos cinemas espanhóis em abril e desembarcou mundialmente na Netflix em 1º de maio de 2026. A distribuição híbrida amplia o alcance de um tema considerado relevante tanto para a crítica quanto para o público do streaming.
Recepção da crítica
As avaliações iniciais indicam resposta mista. Críticos destacaram a performance de Elisabeth Martínez e a importância de abordar intersexualidade de forma direta. Alguns apontaram, porém, momentos em que a trama se torna explicativa demais, diluindo parte da sutileza proposta.
Ainda assim, o longa é reconhecido como contribuição significativa para o cinema espanhol recente, sobretudo por trazer à tona decisões familiares tomadas sem consentimento e suas consequências de longo prazo.
Vale a pena assistir Minha Querida Senhorita na Netflix?
O filme oferece narrativa focada na evolução interna da protagonista e pode agradar quem busca dramas humanos mais reflexivos. Para espectadores que preferem ritmo acelerado, a proposta intimista pode soar lenta, mas permanece relevante pelo debate sobre identidade e escolhas.

