O Japão tem o Godzilla. A América tem o King Kong. E a Noruega, O Troll da Montanha. Este sucesso da Netflix, que já tem uma continuação a caminho, é a resposta escandinava ao cinema de monstros gigantes.
Com uma aprovação de 90% no Rotten Tomatoes, o filme, O Troll da Montanha, do diretor Roar Uthaug é uma aventura que mistura a escala de um blockbuster com o coração do folclore nórdico. O resultado é um entretenimento de primeira.
A história de O Troll da Montanha
A narrativa, com 1 hora e 41 minutos, começa nas montanhas de Dovre, na Noruega. Durante a construção de um túnel, uma explosão inesperada desperta algo colossal que estava adormecido por um milênio. Uma criatura de pedra e musgo, que se pensava existir apenas em contos de fadas, se levanta.
O troll gigante inicia uma marcha lenta e destrutiva em direção a Oslo. O exército é impotente contra a criatura. O governo norueguês, em desespero, convoca uma paleontologista, Nora Tidemann (Ine Marie Wilmann). Ela se une a um grupo improvável para tentar entender e parar a criatura antes que ela destrua a capital.
Um espetáculo de destruição com alma folclórica
O que eleva O Troll da Montanha para além de um simples filme de monstro é sua forte identidade cultural. O diretor Roar Uthaug (Tomb Raider: A Origem) não está interessado em criar apenas mais um “kaiju”; ele usa a mitologia de seu país para construir a narrativa.
O troll não é um monstro genérico, é uma força da natureza, um rei antigo despertado e confuso pela modernidade. A produção se destaca por seu senso de escala e seus efeitos visuais.
A visão do troll caminhando pelas paisagens norueguesas é de uma beleza assombrosa, lembrando os primeiros filmes de Jurassic Park.
Por fim, o roteiro encontra um equilíbrio eficaz. Ele entrega as cenas de destruição que o público espera, mas também constrói uma empatia inesperada pela criatura, retratada menos como um vilão e mais como um ser trágico.
A equipe que deu vida a uma lenda norueguesa

A direção de O Troll da Montanha é de Roar Uthaug. O roteiro é de Espen Aukan, e um fato curioso: o filme se tornou um dos maiores sucessos de língua não-inglesa da história da Netflix.
O elenco é liderado por Ine Marie Wilmann, Kim S. Falck-Jørgensen e Mads Sjøgård Pettersen, nomes que valem a pena ficar de olho, já que eles entregam atuações bem arquitetadas.
O que torna o filme uma recomendação essencial é a sua capacidade de ser um entretenimento de grande escala com um coração local. O Troll da Montanha nos lembra que, existem ótimos filmes fora do circuito hollywoodiano. E vale a pena explorar.
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