Subnautica 2 chegou em acesso antecipado no dia 14 de maio e, em poucas horas, já conquistou números impressionantes nas lojas digitais. Mesmo assim, parte da comunidade não está nada satisfeita com uma mudança de design: todos os peixes grandes agora são literalmente impossíveis de matar.
O debate ganhou força nas redes e fóruns, onde jogadores afirmam que a decisão da Unknown Worlds prejudica a sensação de sobrevivência. A discussão cresce a cada dia e pode influenciar o futuro das atualizações do game.
Por que os peixes são imortais em Subnautica 2?
Nos títulos anteriores, era tecnicamente viável eliminar predadores gigantes, embora não rendesse recompensas diretas. Ferramentas letais eram escassas, o que incentivava a fuga em vez do combate. Desta vez, o estúdio removeu de vez a possibilidade de abater criaturas médias e grandes, mantendo somente a coleta de pequenos espécimes para alimentação ou craft.
Até o momento, a desenvolvedora não detalhou completamente o raciocínio por trás dessa alteração. Uma hipótese frequente entre fãs é que a inclusão de modo cooperativo facilitaria o “cheese” de Leviathans, já que a IA rastreia um alvo por vez. Ao tornar a fauna intocável, o ecossistema se torna um desafio constante, forçando o jogador a se adaptar — e não a exterminar.
Reação da comunidade e impacto na imersão
O estopim da polêmica veio de um tópico assinado pelo usuário DinosAndBearsOhMy, que recebeu mais de 2,6 mil votos positivos em poucas horas. Ele afirma que, ainda que não gostasse de “caçar” no jogo original, saber que isso era possível sustentava a verossimilhança do planeta alienígena.
Outros jogadores reforçaram a reclamação: sobreviver em um ambiente hostil e não poder revidar seria incoerente. Comentários citam inclusive a ausência potencial da Thermoblade, faca que cozinhava peixes instantaneamente na série anterior. Com o dano removido, itens ofensivos perderiam espaço no arsenal em Subnautica 2.
Comparações com outras decisões de design no mercado
Mudanças radicais não são exclusividade da Unknown Worlds. A Rare, por exemplo, ajustou elementos indestrutíveis em Forza Horizon 6 para respeitar a cultura japonesa, medida que também gerou debates sobre realismo e diversão. O caso mostra como escolhas de design podem dividir opiniões, mas ainda assim cumprir metas criativas ou éticas dos estúdios.

Imagem: Unknown Worlds Entertainment
No caso de Subnautica 2, a questão vai além do realismo: envolve mecânicas de risco e recompensa, progressão e até equilíbrio em partidas cooperativas. O ThunderWave acompanha de perto a evolução dessa história, já que atualizações futuras podem ajustar ou até reverter a decisão.
Vendas expressivas e minoria insatisfeita
Apesar do barulho, os números de lançamento impressionam. O jogo vendeu 2 milhões de cópias nas primeiras 12 horas, mesmo estando disponível no Xbox Game Pass desde o primeiro dia. Isso indica que as críticas vêm, por ora, de um grupo vocal, mas relativamente pequeno frente ao total de usuários.
Unknown Worlds segue coletando feedback no acesso antecipado. Com a roadmap pública, a equipe promete correções, novos biomas e mais conteúdo nos próximos meses. Ainda não há sinal de mudanças na letalidade da fauna, mas a pressão dos jogadores pode levar o estúdio a reavaliar a escolha.
Subnautica 2 vale a pena agora?
Se a ideia de explorar profundezas alienígenas com amigos, sem a possibilidade de virar o predador do ecossistema, não incomoda, Subnautica 2 já oferece dezenas de horas de jogatina e promete crescer ao longo do early access. Para quem faz questão de combate letal contra Leviathans, pode ser prudente aguardar futuras atualizações e acompanhar de perto o posicionamento oficial da Unknown Worlds.

