ARC Raiders ainda nem completou um ano no mercado, mas já está prestes a mexer em um dos pilares que ajudam a definir sua identidade: o limite de três jogadores por esquadrão. Embark Studios admitiu que tem protótipos internos com mais participantes e avalia se a novidade pode ou não chegar aos servidores oficiais.
A informação veio do produtor executivo Aleksander Grøndal, em entrevista recente, e sinaliza que 2026 pode trazer partidas cooperativas ainda mais caóticas – ou estratégicas, dependendo de como o estúdio equilibrar a brincadeira. A seguir, veja o que já se sabe sobre os testes e como eles se encaixam no futuro do shooter.
Embark testa formações maiores em ARC Raiders
Hoje, cada instância do jogo comporta grupos de até três operativos. Segundo Grøndal, builds internas já permitem formações mais extensas, embora o número exato de participantes não tenha sido revelado. O executivo deixou claro que nada está decidido, mas confirmou que a equipe “pensa diariamente em desafios que façam os jogadores repensarem suas táticas”.
Os experimentos chegam em um momento em que a comunidade clama por modos PvE mais robustos, como batalhas contra chefes colossais ou missões de raid completas. Voltar às origens – ARC Raiders começou como projeto puramente cooperativo – pode ser uma maneira de oferecer essa experiência sem sacrificar o atual formato de extração.
Possíveis impactos no equilíbrio e na jogabilidade
Alargar o tamanho dos times implicaria rever o nível de dificuldade, o ritmo de coleta de recursos e até o espaçamento entre inimigos controlados pela IA. Em um game cujo loop central envolve extrair itens valiosos antes que outra patrulha apareça, qualquer mudança na formação pode gerar desequilíbrio ou, na melhor das hipóteses, partidas mais vibrantes.
Jogadores já especulam em fóruns se a solução será liberar lobbies de quatro ou cinco pessoas ou criar playlists específicas, como “raids” de fim de semana. Seja qual for a decisão, o estúdio tende a preservar o caráter sandbox, algo destacado por Grøndal como ponto forte da experiência.
Calendário de atualizações passa a ser semestral
Outra transformação confirmada diz respeito ao conteúdo pós-lançamento. Embark abandonou o modelo de patches mensais e adotou dois drops por ano, cada um mais encorpado. O estúdio reconheceu que a cadência anterior não era sustentável a longo prazo.

Imagem: Divulgação
O plano envolve lançar megapacotes em abril e outubro, enquanto uma equipe de live service fica encarregada de eventos sazonais, correções e recursos pontuais, como o novo vendedor de fim de jogo que estreia ainda este mês. Mais detalhes foram antecipados na matéria sobre a mudança de calendário de updates publicada pelo ThunderWave.
Frozen Trail inaugura nova fase de conteúdo
A primeira grande expansão dentro desse novo cronograma atende pelo nome Frozen Trail e chega em outubro. O pacote promete ser o maior já lançado para ARC Raiders, com mapa glacial inédito, armas de tecnologia criogênica e missões focadas em procedência de tempestades eletromagnéticas.
Embark pretende usar Frozen Trail como campo de testes definitivo para o ajuste de equipes maiores, caso a novidade avance. Dependendo do feedback, futuras expansões poderão ampliar ainda mais o escopo cooperativo e, quem sabe, acrescentar modos PvE permanentes.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem já acumula horas na extração sci-fi da Embark, a possibilidade de squads maiores e um roadmap semestral podem renovar o fôlego do título em 2026. Jogadores novatos, por sua vez, encontrarão um game em evolução constante, com menos wipes e mais opções de abordagem.

